Segue-me noite e dia o teu desejo!.../ Oiço a tua voz rúbida e cantante/ Suplicar-me a carícia do meu beijo,/ numa teima exigente e perturbante!/ / E o meu corpo vencido, dominado,/ vai tombar dol...
Naquele tempo falavas muito de perfeição,/ da prosa dos versos irregulares/ onde cantam os sentimentos irregulares./ Envelhecemos todos, tu, eu e a discussão,/ / agora lês saramagos & coisas assi...
Arde o corpo do sol, brotam feixes de luz:/ O que é a luz?/ Sol que morreu./ / Dardeja a luz, dardeja e pulveriza a fraga:/ Vai nesse pó, que há-de ser terra,/ A luz extinta./ / Gerou a terra a se...
Ei-la! Como vai bela! Os esplendores/ Do lúbrico Versailles do Rei-Sol!/ Aumenta-os com retoques sedutores./ É como o refulgir dum arrebol/ Em sedas multicores./ / Deita-se com langor no azul celes...
Onde é que te nasceu - dizia-me ela às vezes -/ O horror calado e triste às coisas sepulcrais?/ Por que é que não possuis a verve dos franceses/ E aspiras, em silêncio, os frascos dos meus...
Vivo um drama interior./ Já nele pouco a pouco me consumo./ E de tanto te buscar,/ Mas sem nunca te encontrar,/ Sou como um barco sem leme,/ Que perdesse o rumo,/ No alto mar./ / Da minha vida, assi...
A mocidade esplêndida, vibrante,/ Ardente, extraordinária, audaciosa./ Que vê num cardo a folha duma rosa,/ Na gota de água o brilho dum diamante;/ / Essa que fez de mim Judeu Errante/ Do espíri...
Charneca em Flor
__ Ai flores, ai flores do verde pino,/ se sabedes novas do meu amigo!/ Ai Deus, e u é?/ / __ Ai flores, ai flores do verde ramo,/ se sabedes novas do meu amado!/ Ai Deus, e u é?/ / Se s...
Que boca há de roer o tempo? Que rosto/ Há de chegar depois do meu? Quantas vezes/ O tule do meu sopro há de pousar/ Sobre a brancura fremente do teu dorso?/ / Atravessaremos juntos as grandes esp...
Não vês como eu sigo/ Teus passos, não vês?/ O cão do mendigo/ Não é mais amigo/ Do dono talvez!/ / Ao pé de uma fonte/ No fundo de um vale,/ No alto de um monte/ Do vasto horizonte,/ Sem ti ...
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