Ninguém, na vasta selva virgem/ Do mundo inumerável, finalmente/ Vê o Deus que conhece./ Só o que a brisa traz se ouve na brisa/ O que pensamos, seja amor ou deuses,/ Passa, porque passamos./ / <...
Eis aqui mil caminhos: Porventura/ Qual destes leva a gente ao povoado?/ Todos vão sós: só este vai trilhado;/ Mas se, por ser trilhado, me assegura?/ / Não: que desd'o princípio há que lhe dur...
Este nasce, outro morre, acolá soa/ Um ribeiro que corre, aqui suave,/ Um rouxinol se queixa brando e grave,/ Um leão c'o rugido o monte atroa./ / Aqui corre uma fera, acolá voa/ C'o grãozinho na...
Relâmpago adormecido/ entre a malva e o estalo/ tua penúria, ó Mundo/ é a minha penúria./ Somos a mesma falta/ de olhos a perseguir/ a visão que negou/ o barro de meu rosto./ / Demónio entre o...
O mundo não era o rosto de minha amada,/ nem o olhar de minha mãe./ E aquele fim de noite, preso na árvore do amanhã,/ tão pouco trazia o meu primeiro dia./ / Fiquei eu, e a presença/ de uma pe...
Como será que os pássaros que vivem no alto mar/ dormem? e como será/ que o sono demora/ no corpo das mulheres/ e pode se ajeitar/ entre o ventre e a virilha/ e como será que a música/ que é gr...
Depois das 7/ as montras são mais íntimas/ / A vergonha de não comprar/ não existe/ e a tristeza de não ter/ é só nossa/ / E a luz torna mais belo/ e mais útil/ cada objecto/ / António Re...
I/ / Campos de ira, tão vasto sentimento/ vos afasta. íris morta! Os actos radicais/ constroem, em projeto, um frágil/ universo – a tinta, o espaço óptico./ Descansam os sentidos sobre pródig...
Às cambalhotas sempre anda a través/ O Mundo, sem poder-se endireitar./ Velho, bêbado e tonto, a cambalear,/ Já não pode suster-se sobre os pés./ / Tudo nele se vê hoje de invés/ Pois seu eix...
Quem Disse alguma Vez que Há Deuses lá nos Céus? (70)
Quem disse alguma vez que há deuses lá nos céus?/ Não há, não há, não há. Não deixem que ninguém,/ mesmo crente sincero nessas velhas fábulas,/ com elas vos engane e vos iluda ainda./ Olh...
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