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Joel Neto

Portugal
n. 3 Mar 1974
Escritor / Cronista

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24 Textos

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As Ilhas e as Flores (11)

Percorreu um trilho ao longo da manhã e sentou-se a comer entre as azáleas. Quando um dia voltasse a partir, talvez nada lhe fizesse tanta falta como as flores. As hortênsias e as árvores-de-fogo, as...
Arquipélago

Ser Escritor (12)

E, então, porque não podemos viver de outra maneira, escrevemos. E cai-nos o cabelo e apodrecem-nos os dentes, como dizia Flannery O’Connor.

E somos uns chatos. E somos maus maridos ...

Quando um Homem (13)

Quando um homem começa a vê-los a todos como tipos mais ou menos bons, isso significa o quê? Que está a ficar velho?
Que se vai, enfim, reconciliando com o mundo?
Que perdeu a paciênc...
A Vida no Campo
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A Sopa Azeda (14)

A dita sopa azeda não se parecia com nada do que tivesse provado até àquele momento. Num ápice, desfilaram vários sabores vindos como que do próprio interior do tempo. E, quando ele se pôs a percorrê...
Arquipélago

Os Conselhos Mais Absurdos (15)

As pessoas trocavam os conselhos mais absurdos. Incapazes de se escutarem, passavam as conversas a falar de si próprias, em apaixonadas manifestações de egotismo que tornavam insuportáveis até os enc...
Os Sítios Sem Resposta

Os Distraídos e os Organizados (16)

O «distraído» é a figura mais privilegiada de uma família, de um grupo de amigos, de uma empresa. O «distraído» chega sempre atrasado - paciência, é distraído. O «distraído» chumba na escola primária...
Banda Sonora para um Regresso a Casa
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Reinventar o Mistério (17)

Cada vez acredito mais nisso: pode efectivamente haver bom sexo sem pecado. Mas não pode, nunca pôde, nem nunca poderá haver bom sexo sem mistério. Se muitos casais perdem o desejo ao fim de alguns a...
Banda Sonora para um Regresso a Casa

A Ilha de uma Só Mulher (18)

Quando nos deitamos juntos, parece que nos deitámos juntos a vida toda. E, contudo, parece também que é novamente a minha primeira vez, o rosto dela assumindo expressões diferentes, o seu corpo exala...
Meridiano 28

As Entranhas da Terra na Vida de um Homem (19)

Ao fim dos primeiros dias de trabalho, deu por si de pé no centro do corredor, percorrendo as divisões com o olhar, e julgou perceber melhor a massa de que era feito o seu povo. Tudo oxidava. Os meta...
Arquipélago

A Velha Angra (20)

Olhou sobre a velha Angra, aninhada aos pés do Monte Brasil, as araucárias erguendo-se contra o céu cinzento. Esquadrinhou com o olhar as suas ruas, os seus solares e palácios, as suas igrejas. Imagi...
Arquipélago
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