Ele - Frases e Citações

603 Citações

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Kafka , Franz

Mundo

Com a mais forte das luzes pode-se dissolver o mundo. Diante de olhos fracos, ele torna-se sólido, de olhos mais fracos, ele ganha punhos, de outros mais fracos ainda, ele fica envergonhado e esmaga quem ousa fitá-lo.

Os Aforismos de Zurau (54)

Kafka , Franz

Factos

Ele corre atrás dos factos como um principiante em corrida de patins, que, além do mais, se exercita onde quer que seja proibido.

Os Aforismos de Zurau (67)

Kafka , Franz

Homem

O indestrutível é um só: cada indivíduo em particular o é, e ao mesmo tempo ele é comum a todos, daí a força sem paralelo da união indissolúvel entre os homens.

Os Aforismos de Zurau (70-71)
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Kafka , Franz

Gula

Ele devora os despojos que caem da própria mesa; sendo assim, na verdade, fica por algum tempo mais satisfeito que todos, mas esquece-se de comer à mesa; com isso, porém, deixam de cair no chão também os despojos.

Os Aforismos de Zurau (73)

Kafka , Franz

Mal

O mal às vezes está na mão como um instrumento conhecido ou desconhecido; se alguém tem vontade de fazer isso, ele pode ser posto de lado sem oposição.

Os Aforismos de Zurau (95)

Kafka , Franz

Pecado

O pecado sempre chega abertamente e pode ser captado logo pelos sentidos. Ele vai às raízes destes e não precisa de ser arrancado.

Os Aforismos de Zurau (101)
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Kafka , Franz

Sociedade

Todos são muito amáveis com A., como quando se procura proteger cuidadosamente uma excelente mesa de bilhar, mesmo de bons jogadores – pelo menos até ao momento em que chega o grande jogador, que examina com precisão a superfície, não tolera nenhum erro precipitado, mas depois, quando ele próprio começa a jogar, tem o mais brutal acesso de fúria.

Os Aforismos de Zurau (107)

Kafka , Franz

Memória

«Mas depois ele voltou ao trabalho como se nada tivesse acontecido». Essa é uma observação que nos é familiar de uma profusão de velhas histórias, muito embora talvez não tenha acontecido em nenhuma delas.

Os Aforismos de Zurau (108)

Kafka , Franz

Vida

É perfeitamente concebível que o esplendor da vida, na sua plenitude, fique sempre à espera à volta de cada um de nós, mas encoberto à vista, bem lá no fundo, invisível, longínquo. Mas está lá, não hostil, não relutante, não surdo. Se o chamarmos com a palavra certa, pelo nome certo, ele vem. Esta é a essência da magia, que não cria, mas chama.

Diário (18 Out 1921)

Kafka , Franz

Vida

Quem quer que não consiga dar-se bem com a sua própria vida, enquanto vive, precisa de uma mão para afastar um pouco o desespero sobre o seu destinho – não consegue muito -, mas com a outra mão ele pode anotar o que vê entre as ruínas, porque vê coisas diferentes (e mais coisas) do que vêem os outros; afinal, morto como está durante a sua própria vida, ele é o verdadeiro sobrevivente. Isto faz que ele não precise das duas mãos, ou de mais mãos do que as que tem, na sua luta contra o desespero.

Diário (19 Out 1921)
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