Se não regarmos uma flor com a devida frequência, o que acontece? Ela desata a murchar e acaba por morrer, certo? O mesmo se passa com as pessoas. Se não adicionarem as porções necessárias de experiência, de risco ou desafios e de momentos de paixão aos seus dias, também elas vão acabar por perder o brilho, emurchecer e morrer.
As nossas sociedades ocidentais estão a viver uma silenciosa mudança de paradigma: o excesso (de emoções, de informação, de expectativas, de solicitações...) está a atropelar a pessoa humana e a empurrá-la para um estado de fadiga, de onde é cada vez mais difícil retornar. O risco é o aprisionamento permanente nesse cansaço.
Usando bases de dados e técnicas estatísticas, os académicos calculam com precisão o 'beta' de um stock... depois constroem teorias arcanas de investimento e de alocação de capital de alocação em torno deste cálculo. Na sua fome de uma estatística única para medir o risco eles esquecem-se de um princípio fundamental: é melhor estar aproximadamente certo do que exactamente errado.
Quando se explica demasiado, corre-se o risco de se equivocar. Só na narração se pode operar um discernimento, não na explicação filosófica ou teológica, nas quais, pelo contrário, se pode discutir.
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