Tudo - Frases e Citações

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Espanca , Florbela

Coração

Mistério das coisas! Em tudo existe / Um coração que sente e que palpita / Desde o sol rubro até à urze triste!

Trocando Olhares

Espanca , Florbela

Entusiasmo

Eu de tudo me aborreço, não te confessei já? Entusiasmo-me às vezes, mas dura pouco o entusiasmo; isto quanto a sensações e pensamentos, porque com os sentimentos é o contrário, infelizmente para mim.

Correspondência (1916)

Espanca , Florbela

Escrita

Sou talvez uma banal menina nervosa, ou uma simples "détraquée" que tem contas com a medicina (...) Talvez... Não temos então o direito de gritar a nossa dor, o nosso desespero, o nosso tédio, porquê? Eu não disse nada disto fosse a quem fosse; tudo isto eu gritei para mim só. Publiquei o meu livro para fazer a vontade a meu pai e a outras pessoas que me pediram a publicação dos versos que eu nunca pensei em divulgar...

Correspondência
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Espanca , Florbela

Indiferença

Sou egoísta? Serei, mas como eu sou sincera! No Mundo, passo por todos, vendo alguns; na vida, esqueço-me de quase todos, esquecendo-me de mim. Quase tudo me é indiferente. Aqueles com quem lido dão-me às vezes a ideia de sombras, de fantasmas, de manequins, não me parecem iguais a mim, e tenho às vezes a impressão de que toda essa gente que passa por mim nas ruas, vai desaparecer como figurantes de mágicas.

Correspondência (1920)

Espanca , Florbela

Morte

A morte definitiva ou a morte transfiguradora? Mas que importa o que está para além? Seja o que for, será melhor que o mundo! Tudo será melhor do que esta vida!

Diário do Último Ano

Espanca , Florbela

Popularidade

Tenho horror a tudo quanto de perto ou de longe se assemelha à popularidade. Abomino mesmo o meu pobre nome por não ser um nome como o de toda a gente; desta maneira, dentro do movimento literário português, sou no meu tempo, e guardadas as devidas distâncias, um Gustave Flaubert rabugento, desdenhoso das turbas e fechada em mim como num sacrário.

Correspondência (1928)
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Espanca , Florbela

Sensibilidade

Se gostas de mim como até agora me tem parecido, o que tu terás a sofrer com os meus pobres nervos de sensitiva em que as mãos mais delicadas não podem tocar sem a fazer estremecer! Sou duma sensibilidade excessiva, aguda, profundíssima. Tudo me faz mal, e a sombra da frieza é para mim já o insuportável sofrimento.

Correspondência (1920)

Espanca , Florbela

Tristeza

O meu amigo sabe rir, eu não sei rir nem chorar; trago às costas o peso duma floresta inteira, sem saber porquê nem para quê, e caminho sem saber donde vim nem para onde vou. Tudo isto é tão feio e tão sujo e tão triste!

Correspondência (1930)

Espanca , Florbela

Vida

Eu tudo compreendo, tudo sei; tenho passado a vida a arrancar-me espinhos, que não há nada que não tenha passado em mim; e a ronda trágica desta vida tem dançado comigo todas as suas danças. E para tudo tenho encontrado remédio, e tenho-me arrastado sempre; embora cansada e esfarrapada, tenho-me deixado viver.

Correspondência (1926)

Espanca , Florbela

Cartas de Amor

Eu sei que me tens amor,/ Bem o leio no teu olhar,/ O amor quando é sentido/ Não se pode disfarçar.// Os olhos são indiscretos,/ Revelam tudo que sentem,/ Podem mentir os teus lábios,/ Os olhos, esses, não mentem.

Quadras
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Inspirações

Amar e Ser Amado

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