Carlos Drummond de Andrade

Brasil
31 Out 1902 // 17 Ago 1987
Escritor/Poeta/Cronista

49 Poemas

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Quero (11)

Quero que todos os dias do ano/ todos os dias da vida/ de meia em meia hora/ de 5 em 5 minutos/ me digas: Eu te amo./ / Ouvindo-te dizer: Eu te amo,/ creio, no momento, que sou amado,/ No momento ant...

A Palavra Mágica (12)

Certa palavra dorme na sombra/ de um livro raro./ Como desencantá-la?/ É a senha da vida/ a senha do mundo./ Vou procurá-la./ / Vou procurá-la a vida inteira/ no mundo todo./ Se tarda o encontro, se ...

Balada do Amor através das Idades (13)

Eu te gosto, você me gosta/ desde tempos imemoriais./ Eu era grego, você troiana,/ troiana mas não Helena./ Saí do cavalo de pau/ para matar seu irmão./ Matei, brigámos, morremos./ / Virei soldado ro...

O Constante Diálogo (14)

Há tantos diálogos/ / Diálogo com o ser amado/ o semelhante/ o diferente/ o indiferente/ o oposto/ o adv...

O Amor Antigo (15)

O amor antigo vive de si mesmo,/ não de cultivo alheio ou de presença./ Nada exige nem pede. Nada espera,/ mas do destino vão nega a sentença./ / O amor antigo tem raízes fundas,/ feitas de sofriment...

Toada do Amor (16)

E o amor sempre nessa toada:/ briga perdoa perdoa briga./ / Não se deve xingar a vida,/ a gente vive, depois esquece./ Só o amor volta para brigar,/ para perdoar,/ amor cachorro bandido trem./ / Mas,...

Amor - Pois que é Palavra Essencial (17)

Amor — pois que é palavra essencial/ comece esta canção e toda a envolva./ Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,/ reúna alma e desejo, membro de vulva./ / Quem ousará dizer que ele é só alma?/ Qu...

Certas Palavras (18)

Certas palavras não podem ser ditas/ em qualquer lugar e hora qualquer./ Estritamente reservadas/ para companheiros de confiança,/ devem ser sacralmente pronunciadas/ em tom muito especial/ lá onde a...

Necrológio dos Desiludidos do Amor (19)

Os desiludidos do amor/ estão desfechando tiros no peito./ Do meu quarto ouço a fuzilaria./ As amadas torcem-se de gozo./ Oh quanta matéria para os jornais./ / Desiludidos mas fotografados,/ escrever...

Véspera (20)

Amor: em teu regaço as formas sonham/ o instante de existir: ainda é bem cedo/ para acordar, sofrer. Nem se conhecem/ os que se destruirão em teu bruxedo./ / Nem tu sabes, amor, que te aproximas/ a p...
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