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Sá de Miranda

Portugal
28 Ago 1481 // 15 Mar 1558
Poeta

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Esparsa

Não vejo o rosto a ninguém,
cuidais que sou, e não sou.
Sombras que não vão nem vêm,
parece que avante vão.
Entre o doente e o são
mente cada passo a espia;
no meio do claro dia
andais entre lobo e cão.

Sá de Miranda, in 'Antologia Poética'




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