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Fernando Lemos

Portugal
n. 3 Mai 1926
Pintor/Artista gráfico

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Não Há Tempo

Não há tempo
há horas
Não há um relógio

hábitos que
me habitam

O poema dói
o ponteiro corta
a hora que queima
a morte simula

respira
para não me distrair

Fernando Lemos, in 'A única real tradição viva - antologia da poesia surrealista portuguesa'




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