Publicidade

109 Poemas

<< >>

Aspiração (41)

Sinto que há na minha alma um vácuo imenso e fundo,/ E desta meia morte o frio olhar do mundo/ Não vê o que há de triste e de real em mim;/ Muita vez, ó poeta, a dor é casta assim;/ Refolha-se...

O Mar Agita-se, como um Alucinado (42)

O Mar agita-se, como um alucinado:/ A sua espuma aflui, baba da sua Dor.../ Posto o escafandro, com um passo cadenciado,/ Desce ao fundo do Oceano algum mergulhador./ / Dá-lhe um aspecto estranho a ...

Ah Deixem-me Dormir! (43)

O Poeta/ / Olá, bom velho! é aqui o Hotel da Cova,/ Tens algum quarto ainda para alugar?/ Simples que seja, basta-me uma alcova.../ (Como eu estou molhado! é de chorar...)/ / / O povo/ ...
Publicidade

Os Poetas (44)

Nunca os vistes/ Sentados nos cafés que há na cidade,/ Um livro aberto sobre a mesa e tristes,/ Incógnitos, sem oiro e sem idade?/ / Com magros dedos, coroando a fronte,/ Sugerem o nostálgico sen...

O Luar Através dos Altos Ramos (45)

O luar através dos altos ramos,/ Dizem os poetas todos que ele é mais/ Que o luar através dos altos ramos./ Mas para mim, que não sei o que penso,/ O que o luar através dos altos ramos/ É, alé...

Vanitas (46)

Cego, em febre a cabeça, a mão nervosa e fria,/ Trabalha. A alma lhe sai da pena, alucinada,/ E enche-lhe, a palpitar, a estrofe iluminada/ De gritos de triunfo e gritos de agonia./ / Prende a idé...
Publicidade

Das Palavras (47)

As palavras mais simples/ foram as que te dei;/ o amor não sabe outras,/ só estas fazem lei./ As palavras de uso/ mais comum e vulgar/ são as que amor conhece./ Com elas nos pensamos;/ é nelas qu...

Máquina Alguma de Poupar Trabalho (48)

Máquina alguma de poupar trabalho/ eu fiz, nada inventei,/ nem sou capaz de deixar para trás/ nenhum rico donativo/ para fundar um hospital ou uma biblioteca,/ reminiscência alguma/ de um acto de ...

Cesário Verde (49)

Ao entardecer, debruçado pela janela,/ E sabendo de soslaio que há campos em frente,/ Leio até me arderem os olhos/ O livro de Cesário Verde./ / Que pena que tenho dele! Ele era um camponês/ Que...

O Poeta (50)

Triste, lá vai à ronda dos segredos/ O maluco que rouba quanto vê./ Branco, do coração aos dedos,/ É todo antenas onde apenas lê./ / Murcha-lhe nos pés o rosmaninho/ E a própria rosa, de o s...
<< >>

Publicidade

Publicidade

© Copyright 2003-2025 Citador - Todos os direitos reservados | SOBRE O SITE