Não deveríamos estar demasiado ansiosos por encorajar a inovação em casos de melhoramento dúbio, pois um sistema velho tem sempre de ter duas vantagens sobre um novo: está estabelecido, e é compreendido.
O incrementalismo é o pior inimigo da inovação. Novos conceitos e grandes passos para a frente, no verdadeiro sentido, vêm do lado esquerdo, de uma mistura de pessoas, ideias, experiências e culturas que normalmente não estão misturadas.
Não há falta de pessoas criativas nos negócios americanos. A falta que existe é de inovadores. Demasiadas vezes as pessoas acreditam que a criatividade conduz à inovação. Não é verdade.
É fácil ignorar a ausência de um avanço apreciável numa indústria. As invenções que não são feitas, como bebés que não nasceram, raramente se lhes sente a falta.
A irreverência e a propensão para a inovação são características essenciais para o futuro, pois, como costumo dizer, quem não apostar na inovação arrisca-se a acabar de pernas para o ar.
A inovação não tem nada a ver com a quantidade de dólares que tens para investir em R&D. Quando a Apple apareceu com o Mac, a IBM estava a gastar pelo menos cem vezes mais em R&D. Não é pelo dinheiro. É pelas pessoas que tu tens, como são lideradas, e o quanto consegues lá chegar.
Mas a inovação vem de pessoas que fazem encontros nos corredores ou que ligam uns aos outros às dez e mais da noite com uma nova ideia, ou porque se aperceberam que escavavam no vazio na forma como estavam a pensar sobre um problema.
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