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135 Citações

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Torga , Miguel

Não há pensamento onde não há liberdade. Os nossos oito séculos de opressão e de intolerância deram isto: um povo cujos intelectuais raciocinam sempre a fazer figas.

Diário (1949)
Fomos grandes, e agora somos pequenos. Ainda não nos podemos acostumar a ser pequenos, e no meio da nossa miséria ainda queremos ostentar um luxo que provoca o escárneo. Desenganemo-nos, não vivamos de ilusões; olhemos para a realidade, e seja este o nosso ponto de partida.

Escritos d'El Rei D. Pedro V

Torga , Miguel

É espantosa a tendência do português para a promiscuidade! Chega a umas termas, senta-se, volta-se para o vizinho da direita e, sem dizer água-vai, conta-lhe a vida.

Diário (1939)
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Vieira , António

Os inimigos que mais temo a Portugal são soberba e ingratidão, vícios tão naturais da próspera fortuna que, como filhos da víbora, juntamente nascem dela e a corrompem.

História do Futuro

Salazar , António de Oliveira

Pesa-nos a autoridade, atrofia-nos a disciplina, seduz-nos o hiper-criticismo por motivos fúteis, parece-nos salutar entretenimento descartar homens e destruir governos.

Discursos (1943)

Antunes , António Lobo

Percebo muito bem que os emigrantes só pensem em regressar, mesmo que seja para fazer casas de azulejo: há um charme lento neste país que é irresistível.

Semanário (1988)
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Vieira , António

Enquanto Portugal teve homens de "havemos de fazer" (que sempre os teve) não tivemos liberdade, não tivemos reino, não tivemos coroa. Mas tanto que tivemos homens de "quid facimus" (que fazemos), logo tivemos tudo.

Sermões

Bessa-Luís , Agustina

Dizem mal de tudo com uma insinceridade genial. Os Portugueses são a gente mais insincera que há. Por isso são raramente grandes artistas.

Salazar , António de Oliveira

O português é eivado de individualismo e toda a regulamentação da sua actividade privada lhe é molesta. Penso que tem de refazer neste ponto a sua educação e que o seu modo de ser não se ajusta às necessidades dos tempos.

Discursos (1949)

Cardoso , Miguel Esteves

O português tem uma tendência ridícula e cobarde para estar bem com todos. Em mais nenhuma parte do mundo existem tantos amigos de tanta gente. Por muito que se maldigam e traiam, seja em particular ou em público, dois portugueses, quando se encontram, desfazem-se em desculpas, «Aquilo foi um desentendimento... eu gosto muito de si, sabe?».

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