Noite, irmã da Razão e irmã da Morte,/ Quantas vezes tenho eu interrogado/ Teu verbo, teu oráculo sagrado,/ Confidente e intérprete da Sorte!/ / Aonde são teus sóis, como corte/ De almas inqui...
Estava a Morte ali, em pé, diante,/ Sim, diante de mim, como serpente/ Que dormisse na estrada e de repente/ Se erguesse sob os pés do caminhante./ / Era de ver a fúnebre bachante!/ Que torvo olha...
(A Bulhão Pato)/ / Na tua mão, sombrio cavaleiro,/ Cavaleiro vestido de armas pretas,/ Brilha uma espada feita de cometas,/ Que rasga a escuridão como um luzeiro./ / Caminhas no teu curso aventure...
Porque descrês, mulher, do amor, da vida?/ Porque esse Hermon transformas em Calvario?/ Porque deixas que, aos poucos, do sudario/ Te aperte o seio a dobra humedecida?/ / Que visão te fugio, que as...
Reprimirei meu pranto!... Considera/ Quantos, minh'alma, antes de nós vagaram,/ Quantos as mãos incertas levantaram/ Sob este mesmo céu de luz austera!.../ / — Luz morta! amarga a própria prima...
Só males são reais, só dor existe:/ Prazeres só os gera a fantasia;/ Em nada[, um] imaginar, o bem consiste,/ Anda o mal em cada hora e instante e dia./ / Se buscamos o que é, o que devia/ Por n...
Ali, onde o mar quebra, n'um cachão/ Rugidor e monótono, e os ventos/ Erguem pelo areal os seus lamentos,/ Ali se há-de enterrar meu coração./ / Queimem-no os sóis da adusta solidão/ Na fornal...
Tu, casta e alegre luz da madrugada,/ Sobe, cresce no céo, pura e vibrante,/ E enche de força o coração triumphante/ Dos que ainda esperam, luz immaculada!/ / Mas a mim pões-me tu tristeza immen...
Encostados ás grades da prisão,/ Olham o céo os palidos captivos./ Já com raios obliquos, fugitivos,/ Despede o sol um ultimo clarão./ / Entre sombras, no longe, vagamente,/ Morrem as vozes na e...
Meus dias vão correndo vagarosos/ Sem prazer e sem dor, e até parece/ Que o foco interior já desfalece/ E vacila com raios duvidosos./ / É bela a vida e os anos são formosos,/ E nunca ao peito a...
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