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Alberto d'Oliveira

Portugal
13 Jun 1873 // 23 Abr 1940
Escritor/Poeta

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No Penedo da Meditação

Aprende-se até morrer...
Mas eu fui mais refractário:
Morrerei sem aprender,
Vida, o teu abecedário!

Nem a Dor, nem o Prazer,
No seu vaivém arbitrário,
Souberam dar ao meu ser
As regras do seu fadário.

O céu trasborda de estrelas,
Mas é cifrado e secreto
Para mim, que não sei lê-las.

Cego, surdo, analfabeto,
De nada entendo o motivo,
Nem quem sou, nem porque vivo...

Alberto de Oliveira, in "Coimbra Amada"
// Consultar versos e eventuais rimas




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