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Francisco Quevedo

Espanha
14 Set 1580 // 8 Set 1645
Escritor

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Soneto Amoroso Defendendo o Amor

SONETO AMOROSO DEFENDENDO O AMOR

    É gelo abrasador, fogo gelado,
é ferida que dói e não se sente,
é um sonhado bem, um mal presente,
é um breve descanso fatigado;
    é um sossego que nos dá cuidado,
um cobarde com nome de valente,
solitário andar por entre gente,
um amar nada mais que ser amado;
    é uma liberdade encarcerada,
que dura até ao último momento;
doença que piora se é tratada.
    Este o menino Amor, o seu tormento.
Vede a amizade que terá com nada
o que em tudo vai contra o seu intento!

Francisco Quevedo, in 'Antologia Poética'
Tradução de José Bento
// Consultar versos e eventuais rimas




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