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893 Poemas

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Siga-se Amor (821)

Ou fosse, Nize, em nós pouca cautela,/ Ou que alguém pressentisse o nosso enleio,/ Tudo se sabe já; tudo é já cheio,/ Qu’algum cuidado há muito nos disvela./ / Dizem, qu’eu sou feliz, que t...

Deixa-me em Paz (822)

Nize, deixa-me em paz; porque já agora/ No mar de Amor, por mais que á vela saia,/ Carcaça velha sou, que junto á praia,/ Por não poder surgir se desarvora./ / Adeus, que quem me vir da barra fo...

Idílio (823)

Praias, que banha o Tejo caudaloso:/ Ondas, que sôbre a areia estais quebrando:/ Ninfas, que ides escumas levantando:/ Escutai os suspiros dum saüdoso./ / E vós também, ó côncavos rochedos,/ Qu...
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Vem, oh Noite Sombria (824)

Vem, oh noite sombria, e revolvendo/ O longo açoite, que à carreira acende/ As fuscas Éguas, sobre a terra estende/ De sombras carregado o manto horrendo:/ / Vem: e as brancas papoilas espremendo,...

Que Aziago que Foi, que Dia Infausto (825)

Que aziago que foi, que dia infausto/ Aquele, em que vi tua formosura!/ Em que cheio de amor e de ternura/ Esta alma te ofertei em holocausto!/ Teus olhos m'o fizeram ter por fausto,/ Teus belos olho...

Os Porquês do Amor (826)

Céu, porque tão convulso e consternado/ Me bate, ao Vê-la, o coração no peito?/ Porque pasma entre os beiços congelado,/ Indo a falar-lhe, o tímido conceito?/ / Porque nas áureas ondas engol...
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Poema de Amor (827)

A noite é cheia de vales e baías./ E do meu peito aberto um rio largo de sangue.../ Águas densas, de correntes lentas,/ serpentes mortas a arrastarem-se./ Águas?/ Águas negras, pastosas, alcatrÃ...

Elogio da Desconhecida (828)

Ela. Seus braços vencidos,/ Naus em procura do mar,/ Caminhos brancos, compridos,/ Que conduzem ao luar./ / Se ao meu pescoço os enrola/ Eu julgo, com alegria,/ Que trago ao pescoço o dia/ Como se...

Velando (829)

Junto dela, velando... E sonho, e afago/ Imagens, sonhos, versos comovido.../ Vejo-a dormir... O meu olhar é um lago/ Em que um lírio alvorece reflectido.../ / Vejo-a dormir e sonho... Só de vê-l...

Unge-me de Perfumes (830)

“Gosto tanto de ti...”, dizes. É pouco./ É das tuas mãos erguidas que eu preciso./ Vê bem, Amor: não é orgulho louco./ Para os outros eu sou apenas riso./ / Unge-me de perfumes, minha amada...
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