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893 Poemas

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Eu Te Imagino Acordando (851)

Eu te imagino acordando/ para a primeira comunhão do amor./ Teu vestido de rezas (não são rosas)/ costuradas por quem/ as soube de ouvir também/ vais despindo e ficando/ com o uniforme natural de...

Vagueio Além de Seu Sono (852)

Vagueio além de seu sono/ com alma de marinheiro/ feliz de chegar a um ponto/ sem previsão de roteiro,/ mais tonto de o descobrir/ que de lhe ser estrangeiro./ Teu continente a dormir/ — pouso de...

Descante (853)

Nunca te pedirei/ o que não possas dar,/ ai — pedir sombra ao sol,/ doçura ao mar?/ / Tampouco pedirei/ mimo que não tenha preço,/ ai — de pobre que sou/ bem me conheço./ / Não saberia aliÃ...
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Parâmetro (854)

Uma tarde amarela noroeste/ modo nosso de amar lembrando a estrada,/ que passa sempre a leste/ de urna tarde espantada,/ / de urna tarde amarela soterrada/ numa caixa de pêssegos, madura,/ uma janel...

Mapa (855)

Ao norte, a torre clara, a praça, o eterno encontro,/ A confidência muda com teu rosto por jamais./ A leste, o mar, o verde, a onda, a espuma,/ Esse fantasma longe, barco e bruma,/ O cais para a pa...

O Amor Confina o Amor (856)

Na branda luz do frio, gravo a ternura/ De andar sofrendo, pela vez primeira,/ O amor que, por engano, a vida inteira/ Transforma numa lenta desventura./ / Se no ar desta manhã sopra tão pura/ A ob...
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Amor (857)

Vibrátil, fina, perfumada e clara/ ondula a aragem que o amor provoca./ Longe respira a vida. Aqui o sonho./ Tudo é infância de águas e colinas/ Na manhã dos teus olhos./ E vôos de mãos dadas....

Poema de Amor (858)

Teu rosto, no meu rosto, descansado./ Meu corpo, no teu corpo, adormecido./ Bater de asas, tão longe, noutro tempo,/ sem relógio nem espaço proibido./ / Oh, que atónitos olhos nos contemplam,/ no...

Incerteza (859)

Nem ilusão, nem/ vida. De ilusão,/ este amor não tem/ os sonhos em vão./ / E não tem, da vida,/ caminho da morte:/ sempre de subida,/ sem nuvem que importe./ / Assim, não acerto/ no estado em q...

Alimentar-me de Ti (860)

De alimentar-me de Ti como Jonas do ventre da baleia/ De inserir-me em teus braços chicoteados de infinitos horizontes/ De beijar-Te o rosto como a uma chaga de luz/ De amar-Te de um amor qual nunca...
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