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893 Poemas

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Rajada (861)

Abram-se as portas do inferno/ para o meu amor!/ Rasgue-se a terra num rugido eterno/ para solver a minha dor!.../ / Trágica cavalgada/ do meu pensamento!/ Tu andas batalhando o meu tormento/ Num ru...

Sem Culpa... (862)

Dizes agora que eu quis acabar;/ que sou culpada dos teus tristes dias;/ que não te amei ou não te soube amar;/ porém é falsa a teima em que porfias./ / Deixavas-me sozinha, a delirar/ ciúmes, e...

Volúpia (863)

Era já tarde e tu continuavas/ entre os meus braços trémulos, cansados.../ E eu, sonolenta, já de olhos fechados,/ bebia ainda os beijos que me davas!/ / Passaram horas!... Nossas bocas flavas,/ ...
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Dias Inúteis (864)

Ficarão perdidos os dias/ que não tivemos juntos. Dias inúteis/ encostados a paredes e muros envelhecidos./ Dias sem calendário,/ horas evasivas e fugidas, desperdiçadas,/ afundadas em rios sem ...

O Brilho dos Teus Olhos (865)

I/ / Decerto que já te falei da contemporaneidade/ e mesmo do brilho dos teus olhos./ / Hoje talvez estivesse mais inclinado/ exactamente/ a falar do brilho dos teus olhos/ / na vulgar distância/ e...

Veio Tudo de Longe (866)

Veio tudo de longe para ser/ uma só coisa, nupcial e magnífica./ Caminho e tenda. O mar. Livros. A indizível/ matéria da dor. Ternura/ cercada e repartida, pouco/ a pouco, à mesa rápida/ dos lÃ...
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Dúvida (867)

Amas-me a mim? Perdoa,/ É impossível! Não,/ Não há quem se condoa/ Da minha solidão./ / Como podia eu, triste,/ Ah! inspirar-te amor/ Um dia que me viste,/ Se é que me viste... flor!/ / Tu, be...

O Doente Romantico (868)

Eu sei que morrerei, discreta amante,/ Antes do inverno vir; mas, lentamente,/ Quero morrer á tua luz radiante,/ Como os tisicos á luz do sol poente!/ / Sou romantico assim! O tempo ardente/ Das ch...

Tudo Muda uma Áspera Mudança (869)

Tomava Daliana por vingança/ Da culpa do pastor que tanto amava,/ Casar com Gil vaqueiro; e em si vingava/ O erro alheio e pérfida esquivança./ / A discrição segura, a confiança/ Das rosas que ...

Tomou-me Vossa Vista Soberana (870)

Tomou-me vossa vista soberana/ Aonde tinha as armas mais à mão,/ Por mostrar a quem busca defensão/ Contra esses belos olhos, que se engana./ / Por ficar da vitória mais ufana,/ Deixou-me armar p...
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O Preço da Alma

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