António Ramos Rosa

Portugal
17 Out 1924 // 23 Set 2013
Poeta/Ensaísta

Para um Amigo Tenho Sempre

Para um amigo tenho sempre um relógio
esquecido em qualquer fundo de algibeira.
Mas esse relógio não marca o tempo inútil.
São restos de tabaco e de ternura rápida.
É um arco-íris de sombra, quente e trémulo.
É um copo de vinho com o meu sangue e o sol.

António Ramos Rosa, in "Viagem Através de uma Nebulosa"
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Não Posso Adiar o Amor

Não posso adiar o amor para outro século/ não posso/ ainda que o grito sufoque na garganta/ ainda que o ódio estale e crepite e arda/ sob montanhas cinzentas/ e montanhas cinzentas/ / Não posso adiar...

É por Ti que Vivo

Amo o teu túmido candor de astro/ a tua pura integridade delicada/ a tua permanente adolescência de segredo/ a tua fragilidade acesa sempre altiva/ / Por ti eu sou a leve segurança/ de um peito que p...

A Mulher

Se é clara a luz desta vermelha margem/ é porque dela se ergue uma figura nua/ e o silêncio é recente e todavia antigo/ enquanto se penteia na sombra da folhagem./ Que longe é ver tão perto o centro ...
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