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119 Poemas

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O Que Eu Sou (31)

Nocturna e dubia luz/ Meu sêr esboça e tudo quanto existe.../ Sou, num alto de monte, negra cruz,/ Onde bate o luar em noite triste.../ / Sou o espirito triste que murmura/ Neste silencio lúgubre ...

Trágica Recordação (32)

Meu Deus! meu Deus! quando me lembro agora/ De o ver brincar, e avisto novamente/ Seu pequenino Vulto transcendente,/ Mas tão perfeito e vivo como outrora!/ / Julgo que ele ainda vive; e que, lá fÃ...

Mãe que Levei à Terra (33)

Mãe que levei à terra/ como me trouxeste no ventre,/ que farei destas tuas artérias?/ Que medula, placenta,/ que lágrimas unem aos teus/ estes ossos? Em que difere/ a minha da tua carne?/ / Mãe ...
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Elogio da Morte (34)

I/ / Altas horas da noite, o Inconsciente/ Sacode-me com força, e acordo em susto./ Como se o esmagassem de repente,/ Assim me pára o coração robusto./ / Não que de larvas me povôe a mente/ Ess...

A Tua Morte em Mim (35)

À memória de Raquel Moacir/ / A tua morte é sempre nova em mim./ Não amadurece. Não tem fim./ Se ergo os olhos dum livro, de repente/ tu morreste./ Acordo, e tu morreste./ Sempre, cada d...

Ah Deixem-me Dormir! (36)

O Poeta/ / Olá, bom velho! é aqui o Hotel da Cova,/ Tens algum quarto ainda para alugar?/ Simples que seja, basta-me uma alcova.../ (Como eu estou molhado! é de chorar...)/ / / O povo/ ...
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Creio que Irei Morrer (37)

Creio que irei morrer./ Mas o sentido de morrer não me move,/ Lembro-me que morrer não deve ter sentido./ Isto de viver e morrer são classificações como as das plantas./ Que folhas ou que flores...

Doente (38)

Que negro mal o meu! estou cada vez mais rouco!/ Fogem de mim com asco as virgens d'olhar cálido.../ E os velhos, quando passo, vendo-me tão pálido,/ Comentam entre si: - coitado, está por pouco!...

Em Memória de Angélica (39)

Quantas vidas possíveis já descansam/ Nesta bem pobre e diminuta morte,/ Quantas vidas possíveis que outra sorte/ Daria ao esquecimento ou à lembrança!/ Quando eu morrer, morrerá um passado;/ C...

Do Amor e da Morte (40)

Temos lábios tenros para o amor/ dentes afiados para a morte/ / Concebemos filhos para o amor/ para a guerra os mandamos para a morte/ / Levantamos casas para o amor/ cidades bombardeamos para a mor...
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