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Orlando Loureiro Neves

Portugal
11 Set 1935 // 24 Jan 2005
Escritor/Poeta/Dramaturgo/Tradutor

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À Morte

Tu que mísero vives
no vão dos braços
em súbito furor

Tu de mãos cativas
senhor dos ombros
indefeso dador

Tu que os dedos secas
no liso peito
armado amador

Tu no cárcere vivo
das horas idas
impune rumor

Tu rendida palavra
íntimo trânsito
do barco raptor

Tu que na minha pele
táctil ardor

amável me esperas

Orlando Neves, in "Trovas da Infância na Aldeia"
// Consultar versos e eventuais rimas




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