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893 Poemas

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Arrazoar então Sempre de Amor (881)

Quisera, Guido, que tu, Lapo, e eu/ fôssemos presa de um encantamento,/ e postos num baixel que a qualquer vento/ no mar andasse a prazer vosso e meu./ / E que nem calma ou tempo como breu/ dar nunc...

A Sua Mulher (882)

Amor, vivamos como sempre, não esqueçamos/ os doces nomes ditos na primeira noite,/ e nunca venha o dia que nos veja velhos:/ eu sempre o jovem teu, e tu a minha noiva./ Que mais do que Nestor prov...

Letra para uma Valsa Romântica (883)

A tarde agoniza/ Ao santo acalanto/ Da noturna brisa./ E eu, que também morro,/ Morro sem consolo,/ Se não vens, Elisa!/ / Ai nem te humaniza/ O pranto que tanto/ Nas faces desliza/ Do amante que p...
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O Impossível Carinho (884)

Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo/ Quero apenas contar-te a minha ternura/ Ah se em troca de tanta felicidade que me dás/ Eu te pudesse repor/ - Eu soubesse repor -/ No coração despedaÃ...

Chama e Fumo (885)

Amor – chama, e, depois, fumaça…/ Medita no que vais fazer:/ O fumo vem, a chama passa.../ / Gozo cruel, ventura escassa,/ Dono do meu e do teu ser,/ Amor – chama, e, depois, fumaça.../ / Tan...

O Seu Triunfo (886)

Cumpri a vontade do dragão até que chegaste/ Pois imaginara o amor uma improvisação/ Casual, ou um jogo estabelecido/ Que acontecia se deixava cair o lenço:/ Melhores eram os actos que davam asa...
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Oh, Não Ames Demasiado Tempo (887)

Amada, não ames demasiado tempo;/ Eu amei tanto, tanto/ E fui passando de moda/ Como uma velha canção./ / Ao longo desses anos da nossa juventude/ Não podíamos distinguir/ O nosso pensamento do ...

Ele Desejava que a Sua Amada Estivesse Morta (888)

Se fria e morta jazesses,/ E a Oeste se fossem apagando as luzes,/ Virias até mim, inclinando a cabeça,/ E a minha fronte em teu peito repousaria;/ Murmurarias ternas palavras,/ Perdoando-me, porqu...

O Amante Diz da Rosa no Seu Coração (889)

Tudo quanto é feio, destruído, todas as coisas gastas, velhas,/ O grito de uma criança à beira do caminho, o rangido de uma carroça/ que se arrasta,/ O pesado andar do lavrad...

Quando Fores Velha (890)

Quando fores velha, grisalha, vencida pelo sono,/ Dormitando junto à lareira, toma este livro,/ Lê-o devagar, e sonha com o doce olhar/ Que outrora tiveram teus olhos, e com as suas sombras profund...
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